3 - Belo artigo de opinião, mas atenção ao "ter de" vs. "ter que", as coisas não são o que parecem, eu também tinha a mesma opinião até ter estudado a matéria. Agora as coisas liberalizaram-se devido ao uso incorrecto ("o uso consagra a regra") da fórmula. Espreita o Ciberdúvidas a esse propósito e assim poupo o tempo das explicações científicas http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=16191.
Continuando na tua esteira, se o que vejo na imprensa diária/média, em geral, me choca, mais me choca o JL (supostamente jornal de LETRAS!), que tem grande responsabilidade, senão maior, nesta área, e que acaba por ser uma vergonha de atentados ao português, e olha que não me refiro à mera gralha. A ver se começo a coleccionar exemplos para colar na caderneta.
Por outro lado, as editoras de literatura põem cá fora livros com um português vergonhoso (originais portugueses e traduções), às vezes com belas histórias e ideias, mas escritos de forma medonha. Quando é que em Portugal se consagrará a figura do "editor" que existe nos EUA e no Reino Unido? Parece que já nem os desgraçados dos revisores de originais (nem os de provas, sequer) sabem da poda, ou então deixaram de existir... Já sabemos que quando o objectivo é o lucro, a qualidade fica pelo caminho. Cada vez se vendem mais livros, logo, e perante este cenário, cada vez se lê (ou talvez não...) pior português. Os efeitos estão à vista e isto funciona tipo bola de neve.
Poderíamos aprender com os franceses (sem ser necessário ser tão fundamentalistas quanto eles) a amar e defender a nossa língua e a tratá-la bem!
Poderíamos aprender com os espanhóis a brandir a nossa língua como arma político-cultural e a impormo-nos (aparentemente o Cavaco marcou pontos ao optar por falar em português na Índia) através deste instrumento cultural.
Poderíamos aprender com os países de cultura anglo-saxónica a estruturar (melhor) os pensamentos e a forma de comunicar e, tal como eles, deveríamos criar a figura do "editor" que é responsável pelo rigor da comunicação e pelo respeito da língua.
Enfim, isto levar-nos-ia muito longe, mas acho que fico por aqui.

PS: Apreciei a tua "rubrica" que todos teimam em escrever/pronunciar "rúbrica", fazendo desta palavra grave uma esdrúxula. Por que raio farão as pessoas de algumas esdrúxulas palavras graves (p.ex., clítoris - "clitóris" NÃO, por favor!!!)??? Os falantes são bichos muito esdrúxulos!!!
Alex (Comentário a 'Cultura? Obviamente, demito-a...')(Wednesday, 31-01-2007 7:42 PM)

 

 

 

Marita Ferreira
Home CV Loja Literatura Ilustração Animação Memória Viagens  
Contacto Blog Fórum Artes Plásticas Design Fotografia L. Visitas Links  
English Version

 

 

Leia os comentários dos outros às rubricas da página de Artes Plásticas. Envie-nos também os seus para a nossa caixa de correio.
1- Estás mais uma vez de parabéns, FABULOSA Marita. Este texto está simplesmente, e de forma acutilante,  Extraordinário!  Quero lê-lo e relê-lo...... e se pudesse, publicá-lo em todos os lampiões por esse Portugal fora. Congratula-te pois bem mereces. Teresa Bahia (Comentário a 'Cultura? Obviamente, demito-a...')(Tuesday, 30-01-2007 7:19 PM)

 

 

2 - Concordo com cada uma das tuas palavras. Ainda para mais quando, todos os dias, procuro em vão combater as enormidades geradas por este monstro. Como posso eu, mísera anónima, por exemplo, convencer um aluno que “alcoolemia” é grave e não esdrúxula, pois se assim é pronunciada nos media?!?!?
Um abraço e obrigada pela tua lucidez. C. Guimarães (Comentário a 'Cultura? Obviamente, demito-a...')(Wednesday, 31-01-2007 1:38 AM)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Últimas actualizações: 25 de Janeiro de 2007.

© Marita Ferreira 2005 — info@maritaferreira.comWebmaster